Marcelo Resende e Maioridade Penal

Quando chego em casa a noite geralmente gosto de assistir noticiários. Gosto do mix que o Cidade Alerta fez em misturar humor com jornalismo policial, não é inovador mas até que é bem feito.

Nas últimas semanas têm me chamado atenção a política jornalística do programa. Está cada vez mais frequente ver matérias que mostre crimes cometidos por bandidos dimenor. E nos intervalos da reportagem, mesclando com brincadeiras com colegas, sempre a opinião do apresentador Marcelo Resende são duras criticas contra a justica e a lei penal. Parece que para ele, que tem grande experiência em cobrir casos policiais, lugar de bandido independente da idade é na cadeia.

Ainda não vi a opinião do apresentador em relação ao sistema penal brasileiro, muito menos sugestões de melhorias. Gostaria muito de conhece-la. Conheço apenas as zombarias e brincadeiras, de que na cadeia bandido fulano de tal que fez x atrocidade vai se ferrar na cadeia, esse comentário ja vi várias vezes.

É esse mesmo o caminho que devemos seguir? Punição pelo sangue, pelo prazer em saber que o bandido será violentado? Essa é nossa definição de justiça?

Ao mesmo tempo, se entra em conflito pois ja vi várias vezes ele condenar que o povo faça justiça pelas próprias mãos. Não consigo entender o Resende, se a nossa justiça é a violência, porque só a justica pode condenar o bandido ir para a cova dos leões e não o próprio povo, que é a base da nação e maior que qualquer outra instituição?

Só pra deixar claro, levanto a questão apenas para reflexão alheia, pois sou contrario a tais opiniões e sustento a ideia de implantação de sistemas penitenciários que visa recuperar e reinsercão à sociedade.

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Você sabe quem invade seu computador?

O vazamento de informações sigilosas começou com o portal WikiLeaks, após as revelações do Edward Snowden sobre espionagem de pessoas comuns, pessoas como eu e você, inflamou um sinal de alerta quanto a nossa privacidade e o uso dos nossos dados cadastrados em redes sociais. A exemplo do Governo Federal que teve o e-mail e o telefone da Presidente da República espionados, gerou uma onda de insegurança por portes dos brasileiros. Lógico que por ignorância, muitos não sabem o real perigo que isso pode oferecer para o país, que consequentemente afeta a população brasileira.

É uma era super interessante essa da informação, hoje qualquer indivíduo tem a possibilidade de estudar uma tema específico, montar um negócio, pesquisar sobre concorrentes, fazer parcerias, isso tudo sem tirar o seu bumbum da cadeira. Através da Internet eu posso ser quem eu quiser, posso me cadastrar como anônimo, posso me vestir de super-herói e conquistar muitos fâs. Esse ideia por trás do narcisismo oferecida pelas redes sociais é um tema super interessante para uma futura discussão. Porém não é objeto de discussão por agora. A era da informação possibilitou a inclusão social de muitos brasileiros além de gerar uma grande competitividade para pequenas e médias empresas que foram inseridas no mercado dos negócios.

Hoje temos o exemplo do ativista Richard Stallman, o criador do projeto GNU e da ideia do Software Livre, esse cara, vem alertando a população mundial sobre os perigos do software proprietário, do software com o código fonte fechado. Pense comigo, se eu não tenho acesso ao código fonte, como saberei o verdadeiro comportamento de um software, mesmo lendo e aceitando os termos de uso do software oferecido pela Empresa que desenvolveu esse software. Será que eu posso confiar 100% nesses Termos, quem me garante isso? A única resposta é o código fonte, eu sabendo a lógica por trás do software, eu tenho o conhecimento total do comportamento daquele software na minha máquina e na rede em que ele está operando. O Governo Federal está lançando recentemente uma campanha a respeito da preferência na compra de software auditável, ou seja, se o software me oferecer o código fonte, posso comprá-lo. Esperamos que essa iniciativa não seja apenas momentânea, pois sabemos que o Brasil fecha anualmente contratos com empresas estrangeiras que chagam a bilhões de dólares. Se esse dinheiro fosse investido na industrialização e na geração de mão de obra qualificada nacional, que produzisse software livre o país seria líder mundial no desenvolvimento de software.

A seguir apresento o artigo escrito pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé:

Durante a “aula pública” sobre o Marco Civil da Internet, realizada nesta terça-feira (23), em São Paulo, o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, especialista no tema, exibiu a apresentação “Você sabe quem invade seu computador?”.

Produzida com software livre e liberada para “reprodução e remixagem”, como frisa o autor ao final do arquivo, a apresentação utiliza o caso de Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos e responsável por revelar ao mundo o fato de o país norte-americano espionar as atividades e comunicações de usuários da Internet em todo o globo, para discutir a questão da privacidade na Internet.

O tema é um dos principais eixos do Marco Civil da Internet, projeto de lei análogo a uma espécie de Constituição da Internet no Brasil. Apesar de ser considerada por especialistas internacionais como uma das legislações mais avançadas do mundo para o setor, o projeto sofre com o lobby da indústria de telecomunicações, que se posiciona contrária à neutralidade da rede, princípio que assegura a não-discriminação dos pacotes de dados e conteúdos que circulam na rede. O princípio da neutralidade, porém, é fundamental para a garantia dos direitos à privacidade, à liberdade de expressão e à criatividade e inovatividade na rede.