Marcelo Crivela e seu discurso verborrágico na Câmara dos Deputados

Hoje recomendo a leitura deste blog, sobre o assunto: Marcelo Crivela e seu discurso verborrágico na Câmara dos Deputados.

http://www.implicante.org/blog/sobre-criacionismo-marcelo-crivella-camara-dos-deputados-e-amebas/

“Ora, se a doutrina do evolucionismo está correta e um gênero se transforma em outro e a natureza assim evolui, por que não se encontrou até hoje um fóssil sequer em que seja metade anfíbio e metade ave, ou peixe; ou um fóssil sequer que traga características metade homem, metade macaco; aonde está…”

– Marcelo Crivella, Ministro da Pesca e da Agriculcura, pastor e cantor evangélico e escritor.

Geral do Grêmio inventou?

Pronto, pronto… parem de chorar suas bonequinhas!
A confusão sobre o termo “Geral” foi corrigido.

A verdade é só uma, a Geral do Grêmio inventou tudo o que existe no quesito torcida de futebol.

Uma prova muito recente disso é o tal assunto dos guardas-chuvas, no dia 12 de Março o Internacional foi jogar no Alfredo Jaconi em Caxias, lá a torcida do Inter fez festa e levou meia dúzia de guardas-chuvas. Hoje, dia 16 no confronto Grêmio x Santa Cruz, a Geral do Grêmio fez festa e fez o quê? Sim… Levou meia dúzia de guardas chuvas.

Agora me pergunte o que os gremistas pensam disto, pasmem e leia o que eles pensam:

‘A geral popular do Inter teria copiado a idéia dos guardas-chuvas pelo Orkut’.

Mas outro fato também ocorreu semana passada, no Orkut, alguns gremistas plantaram tópicos por volta do dia 4 de Março, o tópico tinha uma foto de um guarda-chuva com as cores do Grêmio e servia únicamente para um propósito, afastar a hipótese de que o Grêmio copiara uma idéia da Geral Popular do Inter.

Claro que é uma idéia muito boa, mas acontece que ficou muito explícito e até ilógico a criação em massa de tópicos desse tipo, como se fosse ‘para registrar’ que a Geral do Grêmio teve a idéia, entecipando assim exibição nos dias de jogos. Mas, se esses tópicos não foram feitos para plantar um ‘registro’, porque demoraram tanto para exibir os guardas-chuvas ao público? Foram exatos 12 dias.

Já, a Geral Popular do Inter que não plantou registro algum no Orkut, mostrou seus guardas-chuvas no dia 12, 8 dias após os gremistas terem ‘plantado a idéia’. Isso faz sentido? Claro que não. Certo que tem outra história atrás disso, algo como terem descoberto a fabricação dos guarda-chuvas colorados e correram para fazer modelos gremistas, tirar fotos e plantar no Orkut. Aposto que a história não é muito diferente disto, afinal, ‘espionagem industrial’ em uma torcida é muito corriqueiro, sendo que fábricas de guarda-chuvas de Porto Alegre certamente não tem seu efetivo apenas de colorados, mas também muitos gremistas!

Além do fato de que os guardas-chuvas colorados apareceram ao público antes dos guardas-chuvas gremistas, ou seja, por lógica foram produzidos e fabricados ANTES, na década de 70 a Guarda Popular também levou guardas-chuvas e bandeirolas nos jogos do Inter, em Abril de 1979 a Placar registrou um desses encontros, que serve aqui apenas como ilustração.

Sim, no sul existe Gre-Nal até para as inovações das torcidas.

Mais uma vez a Geral do Grêmio ‘Imitando Crioulo, heim‘?

Quem não entendeu o trocadilho acima, leia aqui.

ZEITGEIST – A Maior Estória Já Contada (transcrita)

Este post vai pra quem tem discada e não tem saco pra baixar o documentário.

Este é o sol. Desde o ano de 10.000 A.C, a história abunda em pinturas e escritos que refletem o respeito e a adoração dos povos por este astro. [S1] E é simples entender o porquê, com seu aparecimento todas as manhãs, trazendo visão, calor e segurança, salvando-os do frio, e da escuridão da noite, repleta de predadores. Sem ele, todas as culturas perceberam que não haveriam colheitas nem vida no planeta. Estas realidades fizeram do sol o astro mais adorado de todos. Todavia, muitos estavam atentos também às estrelas. As estrelas formavam padrões que lhes permitiu reconhecer e antecipar eventos que ocorrem de tempos em tempos, tais como eclipses e luas cheias. Eles catalogaram grupos celestiais daquilo que conhecemos hoje como constelações.  [S2]

Esta é a cruz do Zodíaco, uma das mais antigas imagens na historia da humanidade. Ela representa o trajeto do sol através das 12 maiores constelações no decorrer de um ano. Ela também representa os 12 meses do ano, as 4 estações, solstícios e equinócios.  [S3]

O termo Zodíaco está relacionado com o fato das constelações serem antropomorfismos, ou personificações, como pessoas ou animais. [S4]

Por outras palavras, as primeiras civilizações não só seguiam o sol e as estrelas, como também as personificavam através de mitos que envolviam os seus movimentos e relações. [S5]

O sol, com o seu poder de dar vida e de salvar também foram personificados como se representasse um criador ou um deus… “Deus Sol”, a luz do mundo, o salvador da humanidade. [S6]

Igualmente, as 12 constelações representaram lugares de viagem pra o Deus Sol e foram nomeados por elementos da natureza que aconteciam nesses períodos de tempo. Por exemplo, Aquarius, o portador da água que traz as chuvas da Primavera. [S7]

Este é Hórus. Ele é o Deus Sol do Egito de 3.000 A.C. [S8]

Ele é o sol antropomorfizado, e a sua vida é uma série de mitos alegóricos que envolvem o movimento do sol no céu. [S9] [S10]

Dos antigos hieróglifos egípcios, conheceu-se muito sobre esse Messias solar. Por exemplo, Hórus, sendo o sol (ou a luz) tinha como inimigo o deus Set, que era a personificação das trevas ou da noite. E metaforicamente falando, todas as manhãs Hórus ganhava a batalha contra Set, e no fim da tarde, Set conquistava Hórus e o enviava para o mundo das trevas. [S12] [S13]

Será importante frisar que “Trevas x Luz” ou “Bem x Mal” tem sido uma dualidade mitológica onipresente e que ainda hoje é usada em muitos níveis.

No geral, a estória de Hórus é a seguinte: Hórus nasceu em 25 de Dezembro [S14] [S15] da virgem Isis-Meri.[S16] [S17] [S18]. O seu nascimento foi acompanhado por uma estrela no Oeste, [S19] que por sua vez, foi seguida por 3 reis em busca do salvador recém nascido. [S20] [S21] Aos 12 anos, era uma criança prodígio nos ensinamentos, e aos 30 anos [S22] [S23] ele foi batizado por uma figura conhecida por Anup e assim começou seu ministério. [S24] Hórus teve 12 discípulos [S25] e viajou com eles, fazendo milagres [S26] [S27] tais como curar os enfermos [S28] e andar sobre as águas. [S29] Hórus também era conhecido por vários nomes como: A verdade, A luz,  o Filho Adorado de Deus, o Bom Pastor, Cordeiro de Deus, entre muitos outros [S30] [S31]. Depois de ter sido traído por Tifão [S32], Hórus foi crucificado [S33] [S34], enterrado por 3 dias [S35], e então ressuscitou. [S36] [S37]

Estes atributos de Hórus, originais ou não, parecem influenciar várias culturas mudiais, e muitos outros deuses encontrados com a mesma estrutura mitológica.

Attis, da Phyrigia, nasceu da virgem Nana em 25 de Dezembro, crucificado, foi posto na tumba e 3 dias depois ressucitou. [S38] [S39] [S40] [S41] [S42] [S43]

Krishna, da Índia, nasceu da virgem Davaki com uma estrela no Ocidente assinalando sua chegada, fez milagres juntamente com seus discípulos, e após sua morte, ressuscita. [S44] [S45] [S46] [S47] [S48]

Dionísio, da Grécia, nasceu de uma virgem em 25 de Dezembro, foi um professor peregrino que praticou milagres como transformar água em vinho, e é referenciado como “Rei dos Reis”, “Filho Unigênito de Deus”, “O Início e o Fim”, entre muitas outras coisas, e após sua morte, ressuscitou. [S49] [S50] [S51] [S52] [S53]

Mithra, da Pérsia, nasceu de uma virgem em 25 de Dezembro, ele teve 12 discípulos e fazia milagres, e após sua morte foi enterrado por 3 dias e então ressuscitou, ele também foi chamado de “A verdade”, “A Luz” entre outros. Curiosamente, o dia sagrado de adoração à Mithra era em um Domingo. [S54] [S55] [S56] [S57] [S58]

O que importa salientar aqui é que existiram inúmeros salvadores, em diferentes períodos, em diversos lugares da terra que preenchem estas mesmas características.

A pergunta que não quer calar: O porquê destes atributos? Porquê o nascimento de uma virgem em 25 de Dezembro? Porquê a morte e a ressurreição após 3 dias? Porquê os 12 discípulos ou seguidores? Para descobrirmos, vamos examinar o mais recente dos Messias solares.

Jesus Cristo nasceu em 25 de Dezembro em Belém, ao nascer foi anunciado por uma estrela no Ocidente, que seria seguida por 3 Reis magos para encontrar e adorar o novo salvador. Tornou-se pregador aos 12 anos, aos 30 anos foi batizado por João Batista, e então iniciou seu ministério. Jesus teve 12 discípulos que viajaram com ele praticando milagres como curar doentes, andar sobre a àgua, ressuscitar mortos. Ele também é conhecido como o “Rei dos Reis”, O “Filho de Deus”, A “Luz do Mundo”, O “Início e o Fim”, O “Cordeiro de Deus” entre muitos outros. Depois de ter sido traído por seu discípulo Judas por 30 moedas de prata, ele foi crucificado, posto em uma tumba e após 3 dias ele ressuscitou e ascendeu aos céus. [S59]

Em primeiro lugar, a sequência do nascimento é completamente astrológica. A estrela no Ocidente é Sirius, a mais brilhante do céu noturno, que a cada 24 de Dezembro se alinha com outras 3 estrelas brilhantes no cinturão de Órion. [S60] Essas 3 estelas brilhantes são chamadas hoje como eram na antiguidade: Três Reis (Três Marias, no Brasil e Portugal) [S61] [S62]. Os Três Reis e a estrela mais brilhante, Sirius, todas apontam para o nascer do sol em 25 de Dezembro[S63]. Esta é a razão pela qual os Três Reis “seguem” a estrela ao Oeste, em uma ordem que apontam o amanhecer – O Nascimento do Sol. [S64]

A Virgem Maria é a constelação de Virgo, [S65] também conhecida como Virgo A Virgem. Virgo em Latin significa Virgem. Virgo também é conhecida como a “Casa do Pão” [S69] [S70], e a representação de Virgo é uma virgem segurando um feixe de espigas de trigo. Esta Casa do Pão e seu símbolo das espigas de trigo representa Agosto e Setembro, a época das colheitas. Por sua vez, Belém é a tradução ao pé da letra de “A Casa do Pão”. [S71] Belém é também a referência à constelação de Virgem, um lugar no Céu, não na Terra. [S72]

Existe outro fenômeno muito interessante que ocorre em 25 de Dezembro, é o solstício de inverno. Do solstício de verão ao solstício de inverno, os dias se tornam mais curtos e frios. Da perspectiva de quem está no hemisfério norte, o sol parece se mover para o sul, ficar menor e mais fraco. O encurtamento dos dias e o fim das colheiras conforme se aproxima o solstício de inverno, simbolizando o processo de morte. Era a morte do Sol. [S73] Pelo 22º dia de dezembro, o falecimento estava completamente realizado, e faz com que atinja seu ponto mais baixo no céu. Aqui algo curioso acontece: O Sol pára de se mover por 3 dias [S74]. Durante estes 3 dias, o Sol fica pelas redondezas da constelação do Cruzeiro do Sul (ou Crux ou Alpha Crucis) [S75] [S76] Depois desse período em 25 de Dezembro, o Sol se move 1 grau, desta vez para o norte, trazendo perspectiva de dias maiores, mais calor e a Primavera. [S77] E assim se diz: o Sol morreu na cruz, ficou morto por 3 dias, apenas para ressuscitar ou nascer mais uma vez. [S78] [S79] Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros deuses solares compartilham da idéia de crucificação, morte por 3 dias e o conceito da ressurreição. [S80] É o período de transição do sol antes de mudar para a direção contrária no Hemisfério Norte, trazendo a primavera, e assim a salvação. [S81] [S82]

Todavia, eles não celebram a ressurreição do sol até ao equinócio da primavera, ou Páscoa. Isto é porque no equinócio da primavera, o sol domina oficialmente o mal, as trevas, assim com o período diurno se torna maior que o noturno, e o revitalizar da vida na primavera emerge. [S83]

Agora, provavelmente a analogia mais óbvia de todas neste simbolismo astrológico são os 12 discípulos de Jesus. Eles são simplesmente as 12 constelações do zodíaco, com que Jesus, sendo o sol, viaja. [S84] [S85] [S86] [S87]De fato, o número 12 está sempre presente ao longo da bíblia. Este texto é mais astrológico do que qualquer outra coisa.

Voltando à Cruz do zodíaco, O elemento figurativo da vida é o sol, isto não era uma mera representação artística ou ferramenta para seguir os movimentos do sol. Era também um símbolo espiritual pagão, [S88] uma logo grafia similar a isto. [S89] isto não é um símbolo do cristianismo. É uma adaptação pagã da cruz do zodíaco. [S90] [S91] Esta é a razão pela qual Jesus nas primeiras representações era sempre mostrado com a sua cabeça na cruz, Jesus é o sol, Filho de Deus, a Luz do Mundo, [S92] o Salvador a erguer-se, [S93] que “renascerá,” [S94] assim como o faz todas as manhãs, a Glória de Deus [S95] que defende contra a força das trevas, [S96] assim como “renasce” [S97] a cada manhã, e que pode ser “visto através das nuvens” [S98] “Lá em cima nos céus,” [S99] com a sua “coroa de espinhos”, [S100] ou, os raios de sol.

Agora, nas muitas das referências astrológicas ou astronómicas na bíblia, uma das mais importantes tem a ver com o conceito de ‘Eras. Através das escrituras há inúmeras referências a essa “Era”. Para compreender isto, precisamos primeiro estar familiarizados com o fenômeno da precessão dos equinócios. Os antigos egípcios, assim como outras culturas antes deles, reconheceram que aproximadamente de 2150 em 2150 anos o nascer do sol durante equinócio da primavera, ocorria num diferente signo do zodíaco. Isto tem a ver com a lenta oscilação angular que a Terra tem quando roda sobre o seu eixo. É chamado de precessão porque as constelações vão para trás, em vez de permanecerem no seu ciclo anual normal. [S101] O tempo que demora cada precessão através dos 12 signos é de 25,765 anos. [S102] Este ciclo completo é chamado também de “Grande Ano,” [S103] e algumas civilizações ancestrais sabiam isso. Referiam-se a cada ciclo 2150 anos como “Era”. De 4300 A.C. a 2150 A.C., foi a ‘Era de Touro’. De 2150 A.C. a 1 D.C., foi a ‘Era de Aries’, e de 1 D.C. a 2150 D.C. é a ‘Era de Peixes’, A Era em que permanecemos nos dias de hoje, e por volta de 2150, entraremos na nova Era. A Era de Aquarius. [S104] [S105]

Agora, a Bíblia refere-se, por alto, ao movimento simbólico durante 3 Eras, quando se vislumbra já uma quarta. No Velho Testamento, quando Moisés desce o Monte Sinai com os 10 Mandamentos ele está perturbado ao ver a sua gente a adorar um bezerro dourado. [S106] De fato, ele até partiu as pedras dos 10 Mandamentos e disse a todos para se matarem uns aos outros para purgarem o mal. [S107] A maior parte dos estudiosos da bíblia atribuem esta ira de Moisés ao fato de os israelitas estarem adorando um falso ídolo, ou algo semelhante. [S108] A realidade é que o Bezerro Dourado é Taurus (Touro), e Moisés representa a nova Era de Áries. [S109] Esta é razão pela qual os judeus ainda hoje ainda assopram com o Chifre do Carneiro. [S110] Moisés representa a nova Era de Áries, [S111] e perante esta, todos têm de largar a velha. Outras divindades tais como Mithra marcam esta transição também, um deus pré cristão que mata o touro, na mesma linha simbólica. S112] [S113]

Agora Jesus é a figura portadora da Era seguinte à de Áries, a Era de Peixes, ou dos 2 peixes. [S114] [S115] O simbolismo de Peixes é abundante no Novo Testamento, assim como Jesus alimenta 5000 pessoas com pão e “2 peixes.” [S116] No início do seu ministério, enquanto caminhava ao longo da Galiléia, conhece 2 pescadores, que o seguem. [S117]

Agora reflita se voltar a ver um adesivo ‘Jesus-Peixe’ nas traseiras dos carros. Poucos sabem o que aquilo no fundo representa. É um simbolismo astrológico pagão para o reinado do sol durante a Era de Peixes. [118] Jesus assumiu também que a data do seu nascimento é também a data do início desta Era.

Em Lucas 22:10 quando Jesus é questionado se a próxima passagem será depois de ele ir embora, Jesus responde: “Eis que quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água, segui-o até à casa em que ele entrar.” Esta escritura é de longe a mais reveladora de todas as referências astrológicas. O homem que leva um cântaro de água é Aquarius, o portador de água, que é sempre representado com um homem despejando uma porção de água. [S119] Ele representa a Era depois de Peixes, e quando o Sol (Filho de Deus) sair da Era de Peixes (Jesus), entrará na Casa de Aquarius, e Aquário é antes de Peixes na precessão dos equinócios. Tudo o que Jesus diz é que depois da Era de Peixes chegará a Era de Aquário. [S120]

Agora, todos já ouvimos falar sobre o fim do mundo. À parte o lado cartoonista explícito no Livro do Apocalipse, a espinha dorsal nesta ideia surge em Mateus 28:20, onde Jesus diz: “Eu estarei convosco até ao fim do mundo” [S121] (“dos séculos” em português). Contudo, na tradução Inglesa da Bíblia, a palavra “mundo” está mal traduzida, no meio de outras más traduções. A palavra realmente usada era “AEON”, que signifca “Era”. “Eu estarei convosco até ao fim da era”. O que no fundo é verdade, Jesus como personificação solar de Peixes irá acabar quando o sol entrar na Era de Aquário. [S122] Este conceito de fim dos tempos e do fim do mundo é uma má interpretação desta alegoria astrológica. [S123] [S124] [S125] [S126] [S127] Vamos dizê-lo a aproximadamente 100 milhões de americanos que acreditam que o fim do mundo está próximo.

Além disso, o personagem de Jesus, literalmente e astrologicamente um híbrido, só demonstra o quão plágio do Deus-Sol Hórus do Egito, Jesus é. [S128] [S129] [S130] [S131] Por exemplo, inscrito à 3500 anos atrás, nas paredes do Templo de Luxor no Egito. Estão imagens da enunciação, da imaculada concepção, do nascimento e da adoração a Hórus. [S132] As imagens começam com o anúncio à virgem Isis de que ela irá gerar Hórus, que Nef, o Espírito Santo irá engravidar a Virgem, e depois o parto e a adoração. [S133] [S134] E que é não mais do que o milagre da concepção de Jesus.Na verdade, as semelhanças entre Hórus e Jesus são flagrantes. [S135]

E o plágio continua. A história de Noé e da sua Arca é tirada diretamente das tradições. O conceito de Dilúvio é presente em todas as antigas civilizações, em mais de 200 diferentes citações em diferentes períodos e tempos. [S136] [S137] Contudo, não será preciso ir muito além da fonte pré cristã para encontrar a Epopéia de Gilgamesh, [S138] [S139] escrita em 2600 A.C. Esta história fala sobre grandes inundações ordenadas por Deus, uma Arca com animais salvos, e até mesmo o libertar e o retornar da pomba, entram em concordância com a história bíblica, entre muitas outras semelhanças. [S140]

E depois há a história plagiada de Moisés. Sobre o nascimento de Moisés, diz-se que ele foi colocado numa cesta de cana e lançado ao rio para evitar um infanticídio. Ele foi mais tarde salvo pela filha de um Rei e criado por ela como um Príncipe. [S141] Esta história do bebê numa cesta foi retirada do mito de Sargão de Akkad por volta de 2250 A.C. Depois de nascer, Sargão, foi posto numa cesta de rede para evitar um infanticídio e lançado ao rio. Foi depois salvo e criado por Akki, uma esposa da realeza Acádia. [S142] [S143]

Além disso, Moisés é conhecido como Legislador, Portador dos Dez Mandamentos, [S144] e da Lei Mosaica. Contudo, a ideia de a Lei ser passada de um Deus para um profeta numa montanha é também antiga. Moisés é somente um legislador numa longa linha de legisladores na história mitológica. [S145] Na Índia, Manou foi o grande Legislador. [S146] Na ilha de Creta, Minos ascendeu ao Monte Ida, onde Zeus lhe deu as Leis Sagradas. [S147] Enquanto que no Egito Moisés, tinha nas suas pedras tudo o que Deus lhe disse.

E no que diz respeito a estes Dez Mandamentos, Foram retiradas a papel químico do ‘Feitiço 125 do Livro dos Mortos’ [S149] do Antigo Egito. O que é que o Livro dos Mortos dizia? “Eu Nunca Roubei” tornou-se “Tu nunca roubarás”, “Eu nunca Matei” tornou-se “Nunca Matarás”, “Eu Nunca Menti” tornou-se “Nunca levantarás falsos testemunhos” e por aí adiante. [S150] A religião Egípcia é no fundo. a base fundamental para a teologia Judaico-Cristã. Batismo, Vida após a morte, Julgamento Final, Imaculada Concepção, Ressurreição, Crucificação, A Arca da Aliança, Circuncisão, Salvadores, Comunhão sagrada, Dilúvio, Páscoa, Natal, a Passagem, [S151] [S152] [S153] [S154] [S155] [S156] [S157] [S158] [S159] [S160] [S161] [S162] [S163] [S164] [S165] [S166] e muitas outras coisas e atributos são idéias Egípcias, nascidas muito antes do Cristianismo ou Judaísmo.

Justin Martyr, um dos primeiros historiadores e defensores Cristãos, escreveu: “Quando nós (Cristãos) dizemos que, Jesus Cristo, nosso mestre, foi produzido sem união sexual, morreu e ressuscitou e ascendeu aos Céus, nós não propomos nada de muito diferente do que aqueles que propõem e acreditam tal como nós, nos Filhos de Júpiter”. [S167] Numa escrita diferente, Justin Martyr diz: “Ele nasceu de uma virgem, aceite isto em comum com o que você acredita dos Perseus”. [S168] É óbvio que Justin e outros cristãos cedo souberam como o Cristianismo era semelhante a outras religiões pagãs. Contudo, Justin tinha uma solução: “Para além de tudo o que sabemos, o Diabo era em quem mandava.” O Diabo teve a ambição de chegar primeiro que o Cristo, e criou estas características para o mundo pagão. [S169]

A Bíblia não é nada mais do que um híbrido literário astro-teológico, tal como todos os mitos religiosos que os antecederam. [S170] [S171] [S172] [S173] [S174] De fato, o aspecto da transferência de atributos, e umas personagens para as outras é facilmente reconhecida no próprio livro em si. No Antigo Testamento há a história de José. José era um protótipo de Jesus. José nasceu de um milagre, [S175] Jesus nasceu de um milagre. [S176] José tinha 12 irmãos, [S177] Jesus tinha 12 discípulos. [S178] José foi vendido por 20 pratas, [S179] Jesus foi vendido por 30 pratas. [S180] Irmão “Judá” sugere a venda de José, [S181] o discípulo “Judas” sugere a venda de Jesus. [S182] José começa os seus trabalhos aos 30, [S183] Jesus começa aos 30 também. [S184] Os paralelismos continuam.

Além disso, haverá algum registo não-bíblico da existência de mais alguém chamado Jesus, filho de Maria, que viajou com 12 seguidores e curou pessoas? Existiram muitos historiadores que viveram no Mediterrâneo durante esse mesmo período e até mesmo após a presumível morte de Jesus. [S185] Quantos desses historiadores fizeram relatos sobre a sua figura? Nenhum. [S186] Porém, para sermos justos, não significa que os defensores da existência de Jesus nunca tenham reclamado o contrário. São particularmente 4 referidos como pioneiros sobre a teoria da existência de Jesus. Plínio ‘o Jovem’, Suetónio e Tácito, foram os primeiros 3. [S187] Cada uma das suas máximas consiste apenas em algumas frases em que na melhor das hipóteses se refere a Christus ou Cristo, e que na realidade não é um nome mas sim uma titulação. E que significa ‘O Escolhido’. [S188] A quarta fonte é Josefo, cujos documentos ficou provado terem sido falsificados séculos atrás e para infortúnio da humanidade, por muitos ainda visto como verdadeiros.

Poderá alguém se ter aproveitado das idéias ‘renascer’ dos mortos, a ‘ascensão’ ao Reino dos Céus e a prática de milagres e que partir daí tenha começado a surgir nos registos históricos. Não, porque uma vez pesadas as evidências, há grandes probabilidades da figura conhecida como Jesus, nunca sequer ter existido.[S190] [S191] [S192] [S193]

A realidade consiste em que, Jesus foi a divindade solar do setor gnosticista cristão, [S194] [S195] [S196] e tal como outros deuses pagãos, era uma figura mítica. Foi sempre o poder político que procurou monopolizar a figura de Jesus para controle social. Por 325 D.C. em Roma, o Imperador Constantino reuniu o ‘Concílio Ecuménico de Nicéia’. [S197] E foi durante esta reunião que as doutrinas políticas com motivação cristã foram estabelecidas e assim começou uma longa história de derramamento de sangue e fraude espiritual. E nos 1600 anos que se seguiram, o Vaticano dominou politicamente e com mão de ferro, toda a Europa, conduzindo-a a um período de obscurantismo onde o conhecimento era apenas um privilégio da Igreja, às Cruzadas e à Santa Inquisição.

O Cristianismo, bem como todas as crenças teístas, são a fraude desta Era. Serviu para afastar o seres humanos do seu meio natural, e da mesma maneira, uns dos outros. Sustenta a submissão cega do ser humano à autoridade. Reduz a responsabilidade humana sob a premissa de que “Deus controla tudo”, e que por sua vez os crimes mais terríveis podem ser justificados em nome da perseguição Divina. E o mais importante, dá o poder aqueles que sabem a verdade e usam o mito para manipular e controlar sociedades. O mito religioso é o mais poderoso dispositivo já criado, e serve como base psicológica para que outros mitos floresçam ou o justifiquem.

Fontes:
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Heroísmo Maragato

 cruzdosdegolados.jpg

De passeio a São Martinho, tirei uma foto da Cruz dos Degolados, homenagem da admistração do município aos degolados naquelas terras durante da Revolução Federalista.

Abaixo transcrevo o poema de Teófilo Vargas, declamado por Francisco Noêmio Ferreira Dias, patrão do Piquete Teófilo Vargas.

Heroísmo Maragato
Teófilo Vargas

O que é revolução?
É luta de irmão contra irmão.
São partidos exaltados.
Na serra de São Martinho
Numa curva do caminho
Tem a cruz dos degolados.
Ali doze brasileiros,
Nossos irmãos companheiros.
Atados à maneador.
Esperavam a madrugada,
E o golpe da faca afiada
De um cruel degolador.
Por milagre divinal,
Naquela noite fatal,
Bicca Duarte fugiu.
Se foi correndo no mato,
Guiado só pelo tato,
Rumo a querência seguiu.
Chegou em casa, a mãe chorando.
Disse seu filho abraçando:
‘Como é grande nosso azar
Teu pai foi requisitado
Já seguiu preso, escoltado
Pra morrer no teu lugar’
‘Não chores mamãe querida.
Eu defendo esta ferida,
E vou já montar à cavalo.
O quê importa a faca doer?
Vou cumprir com o meu dever
E o meu pai vou libertá-lo’
E chegando em São Martinho,
O cadavérico sozinho.
O maragato valente.
Dizia: ‘Larguem o velho!
Eu grito, eu rezo, eu me ajoelho,
E agora eu morro ao contente’
Então no destacamento,
Naquele exato momento,
Saiu o chefe pra fora:
‘Basta! Moço destemido.
Eu atendo teu pedido.
Pega teu pai, vai embora’
Houve geral emoção,
Voz do Brasil, da nação
Berço de heróis inocentes.
Já veio de longe a carniça,
Foi grande aquela injustiça,
Praticada em Tiradentes.
Muita gente tem ciúme,
Porque a luz dos vaga-lume,
E as flores das coxilha,
É um cemitério bordado,
Que já foi batizado,
Com o sangue farroupilha.
Meus irmãos de vida rude,
A velhice e a juventude,
Eu peço de coração:
‘Vamos lutar sempre unidos,
Conservando sempre erguido,
Os marcos da tradição.’
E voltando a estaca zero
Família Duarte eu quero
Merecer sua confiança:
‘Desculpe a pouca passagem
Do herói deixei a imagem
E os meus versos de lembrança’

*Salvos erros na transcrição e pontuação.

Origem histórica do nome Sport Club Internacional

Abaixo uma pesquisa feita por Antonio Medeiros, coloradaço de Santa Maria.

1) De acordo com uma publicação da Rio Gráfica e Editora S.A., na edição alusiva ao SPORT CLUB INTERNACIONAL, da série Grandes Clubes Brasileiros, de 1970, pode-se ler o seguinte:

“E como surgiu o nome? (*Pergunta esta feita pela revista*)

(*Resposta de João Leopoldo Seferin*) Os irmãos Poppe lançaram logo o nome de SPORT CLUB INTERNACIONAL, e a razão é muito simples: eles haviam jogado num quadro com o mesmo nome em São Paulo.

Na terceira reunião do grupo, realizada no dia 04 de abril de 1909, acabou sendo fundado o clube. Uma equipe de futebol de brasileiros, coisa rara, pois só os estrangeiros jogavam em Porto Alegre por aquela ocasião.”

2) Segundo uma publicação do SPORT CLUB INTERNACIONAL da temporada 2004, lê-se que:

“O INTER nasceu da luta contra o preconceito. Seus fundadores, os irmãos José Thomaz, Henrique Poppe Leão e Luiz Madeira Poppe resolveram criar um clube de futebol para a prática do esporte que tanto amavam. Os três eram comerciantes paulistas e estavam cansados de serem recusados nos dois clubes de futebol de Porto Alegre, que não abriam as portas para eles porque não eram bem conhecidos na capital gaúcha. O nome SPORT CLUB INTERNACIONAL foi sugerido por Henrique Poppe em uma referência ao Internacional, de São Paulo, campeão paulista e time defendido pelos Poppe antes de migrarem para o Sul. Logo na fundação, a entidade estabeleceu como norma a abertura ao maior número de pessoas possíveis. O INTER deveria ser o time do povo de Porto Alegre. E assim nasceu o clube mais popular do Rio Grande do Sul no dia 04 de abril de 1909.

3) De acordo com uma publicação da Vida COLORADA, que apresenta o SPORT CLUB INTERNACIONAL de 1997:

“Três jovens paulistas recém-chegados a Porto Alegre no início do século 20 queriam jogar futebol, mas não eram aceitos por nenhum time da cidade, e resolveram fundar o seu próprio clube. A histórica reunião aconteceu na noite de 4 de abril de 1909, uma segunda-feira (*aqui um erro, pois 04/04/1909 foi um domingo*), no porão da casa do número 141 da Avenida da Redenção (hoje João Pessoa, 1021). Sob o comando dos três paulistas – os irmãos Henrique Poppe, José Thomaz Poppe Leão e Luiz Madeira Poppe – 40 rapazes (eram esperados apenas 20) fundaram o SPORT CLUB INTERNACIONAL. Já na ata de fundação, ficou estabelecido que o novo clube não teria restrições raciais, religiosas ou econômicas. Estava nascendo o Clube do Povo – o SPORT CLUB INTERNACIONAL.

(…) O nome foi escolhido pelos três paulistas, torcedores de um time chamado Internacional que já existia em São Paulo.”

4) Conforme uma publicação do SPORT CLUB INTERNACIONAL de 1994 Edição Comemorativa aos 25 anos do Beira-Rio:

“A história do *team creado* num porão

O ano é 1909. Porto Alegre é pouco mais que uma aldea. E nasce um nóvel club de foot-ball: o Sport Club Internacional.

… Mas os distinctos rapazes que praticam o bello sport bretão na Volta do Cordeiro, no segundo districto, em Porto Alegre, tem compromisso mais importante: effectuam esta noite uma reunião no porão da casa de um d’entre elles, João Leopoldo Seferin, na Avenida Redenção, 141 ( nome da avenida vai mudar para João Pessoa, e número depois será 211, e mais tarde 1.025).

Assumpto: a fundação de um nóvel club de foot-ball.

(…) A reunião termina com uma phrase de Henrique Poppe Leão, enquanto todos assignam a ata de fundação:

– Teremos uma nova reunião no próximo domingo, em a qual effectuaremos a escolha do nome do nosso club e a eleição da primeira directoria.

Os Poppe são todos jogadores de foot-ball: Henrique, o mais velho é *forward*, e José, o segundo, *goalkeeper*, enquanto Luis ainda não passou dos filhotes. Na segunda reunião, dia 11 de abril de 1909, Henrique faz a descripção das vantagens da escolha do nome “INTERNACIONAL” para a nóvel sociedade: Inter, ou *Internazionale*, é o nome de um grande club de Milão, Itália, de onde vieram os pais dos Poppe; e o nome do campeão de São Paulo, de onde vem os três, também é Internacional. Prompto, a proposta sôa symphatica, e o novo *team* vai mesmo ser ‘SPORT CLUB INTERNACIONAL’.”

5) Segundo Kenny Braga, no livro INTER – Orgulho do Brasil (livro este na 3ª edição, e que deve ter muitas outras edições), escreve o seguinte:

*”Nasce uma paixão*

Quando o dia quatro de abril de 1909 amanheceu em Porto Alegre, alguns estudantes e comerciários levantaram mais cedo do que recomendava a rotina de domingo. Um fato esportivo, marcado para a tarde daquele dia, mudaria o ânimo da cidade, aglutinando pessoas, revitalizando energias e deixando para trás boa parte do INTEResse da população pelos hipódromos, circos e velódromos.

Eles se sentiam tão importantes como o presidente do Estado, Borges de Medeiros, e o intendente da Capital, José Montaury. E tão amorosamente porto-alegrenses, como os últimos aguadeiros e os acendedores dos lampiões a gás de hidrogênio, que ainda marcavam a paisagem urbana da cidade, então com
180 mil habitantes.

O local escolhido para a reunião não poderia ser mais modesto: o porão da residência de número 141 da Avenida Redenção, hoje João Pessoa, onde morava João Leopoldo Seferin, jovem como eles e também tocado pelo sonho dos irmãos paulistas, Henrique, José e Luis Poppe, que semearam em Porto Alegre a idéia de fundar um novo clube de futebol…

… a juventude de origem germânica predominava no clube Sociedade Frisch Auf.

…, o novo clube também elaborou seus estatutos, aprovados no início de maio, e definiu as cores de seu uniforme. (…) A essa altura, ninguém questionava a validade do nome resultante de proposição de Henrique Poppe que, como bom paulista, era fã do Sport Club Internacional, campeão em sua terra no ano de 1907.

… divergências à parte, numa coisa todos concordavam: o INTERNACIONAL jamais deveria se afastar de sua vocação popular, democrática e carnavalesca.

*Origem em São Paulo*

Havia um Sport Club Internacional em São Paulo, do qual os irmãos Poppe, fundadores do INTER, eram torcedores. O time paulistano foi criado em 19 de agosto de 1898 por 25 rapazes que queriam organizar uma nova equipe para a prática de futebol.

O respeito à diversidade também era marca do clube de São Paulo – os fundadores eram brasileiros, alemães, franceses, portugueses e ingleses. A primeira proposta de nome, S. C. Germânia, foi rejeitada. Prevaleceu o nome de Sport Club Internacional numa alusão à diversidade ali representada. O grupo decidiu pelas cores vermelho e preto.

Logo, a equipe do Internacional paulistano começou a ser montada e cresceu rápido, já que aceitava sócios sem restrições, ao contrário das demais, fechadas às suas colônias. O clube teve importante participação nos primeiros anos do século 20, vencendo o Campeonato Paulista de Futebol em duas oportunidades: 1907 e 1928. Mas em 1933, em dificuldades financeiras, a equipe optou por se fundir ao Antarctica Futebol Clube, dando origem ao Clube Atlético Paulista.”

6) Ruy Carlos Ostermann, no livro Meu Coração é Vermelho afirma que:

“A informação geralmente aceita é a de que o nome do novo clube tenha sido referência ao Internacional, clube de São Paulo ao qual tinham se filiado, antes de virem morar em Porto Alegre, os três irmãos Poppe: Henrique, o orador oficial (e integrante da diretoria com este cargo, o que se explica pelo caráter de evento social que se dava ao futebol, com cerimônias e recepções, antes, durante e depois dos jogos, e pela importância da oratória como um atributo invejável dos melhores homens públicos), José, capitão do time, o que equivaleria hoje ao cargo de técnico, e Luis, que fazia parte da
primeira comissão de campo, ele e mais três.

O discurso de Henrique Poppe na reunião, mais do que lembrar o clube paulistano de mesmo nome, é uma clara manifestação de intenção e foi mesmo o que mobilizou aqueles jovens a comparecer a uma reunião num domingo à tarde no porão da residência da família Seferin, na Avenida Redenção, 141, correspondente ao número 1.025 da atual João Pessoa. Henrique disse o seguinte: que estava fundando um clube para brasileiros e estrangeiros. Uma clara alusão à política de discriminação dos outros clubes de futebol de Porto Alegre.”

7) No livro A História dos grenais, de David Coimbra, Nico Noronha e Mário Marcos de Souza, a referência ao nome do SPORT CLUB INTERNACIONAL, aparece da seguinte forma:

“(…) os três irmãos Poppe, Henrique, José e Luis, que deram a idéia de formar um *club* de *foot-ball*, tinham menos de 20 anos. Eram paulistas. Estavam no Estado desde 1908, quando montaram uma próspera loja de roupas. Como praticavam o *foot-ball* em São Paulo, ao chegarem a Porto Alegre tentaram ingressar numa sociedade dedicada a esse esporte. (…) eram recém-chegados, não tinham nenhuma indicação nem conhecidos ilustres na cidade. A única saída, portanto, era fazer um *club* de *foot-ball* deles e para eles.

Assim nasceu o INTERNACIONAL.”

8) No livro O Gigante da Beira-Rio entra na Literatura Brasileira, de diversos autores, mostra matéria do jornal Correio do Povo de 06/04/1909.

“Um grupo de jovens empregados no comércio, e residentes do 2º distrito, acaba de fundar uma sociedade cujos fins são o cultivo do bello sport bretão. A novel sociedade, que conta já com uma matrícula de quarenta sócios, ainda não escolheu o seu nome. Sabemos que, por toda a semana, será eleita a sua diretoria, sendo então deliberado como se denominará a nova agremiação.”

E no Correio do Povo do dia 14/04/1909, dizia o seguinte: “Há dias, noticiamos que um grupo de jovens empregados no comércio e residentes no 2º distrito, havia fundado uma sociedade para o cultivo do foot-ball. A nóvel agremiação, que conta já com regular numero de sócios, denomina-se SPORT CLUB INTERNACIONAL. (…)  Ao SPORT CLUB INTERNACIONAL almejamos vida longa e de perennes felicidades.”

9) Conforme o livro gre-NAL A História de um Clássico, de José Ney no livro de número 2 (são três os livros que José Ney escreveu), de 1981, há o seguinte destaque para a história da criação do SPORT CLUB INTERNACIONAL:

“Só em abril de 1909 é que surgiu o Inter. Quase seis anos depois (da fundação do principal rival de hoje). E também por influências de paulistas, (três irmãos) que trabalhavam no comércio de Porto Alegre, e que traziam de sua terra, uma vontade imensa de jogar futebol. Eles tinham visto o sucesso que começava a acompanhar o (co-irmão), e numa tarde de domingo resolveram criar um clube. E destes três irmãos paulistas (os Poppe), Henrique era o mais entusiasmado. Eles já tinham conseguido um par de goleiras, uma bola e um apito, e alguns amigos mais corajosos, que estavam dispostos a jogar bola. E na tarde de 04 de abril de 1909, além dos Poppe, entre estudantes e comerciários, estava um jovem de 17 anos: João Leopoldo Seferin (falecido em 29.05.74) e foi exatamente com Seferin que ficou a responsabilidade de presidir o INTER pela primeira vez. Nenhum dos Poppe quis ficar com a honraria. Dois dias depois, a 11 de abril (aqui um erro na escrita, pois o correto é sete dias depois), formava-se a primeira diretoria do novo clube. Um clube de origem simples, que também não tinha onde treinar (sempre conseguia campos emprestados) como o da Rua Arlindo, ou no campo da Redenção (próximo ao atual Hospital de Pronto Socorro). Um clube que até pedia para Seu Cordeiro, o dono de um armazém das proximidades, para guardar as goleiras, camisetas, meias e calções. A bola, a bola não!!! A bola era muito preciosa, e carregavam sempre com eles.

10) De acordo com Carlos Lopes dos Santos, no livro O Gigante da Beira-Rio, de 1983, destaca-se o seguinte:

“Por que teria surgido, e depois sido aprovado somente no dia 11 de abril de 1909, o nome SPORT CLUB INTERNACIONAL?

Vimos que na Assembléia Geral convocada para a fundação do clube de futebol, realizada no dia 04 de abril de 1909, devido à maior afluência de INTERessados, a ordem do dia não pôde ser cumprida. Foi necessária a convocação de uma nova e segunda reunião, em continuação à primeira, para o dia 11 de abril de 1909, quando, então, a Assembléia Geral pôde aprovar um dos nome sugeridos – SPORT CLUB INTERNACIONAL – e eleger a sua primeira diretoria. Isto foi possível graças ao INTEResse e à habilidade do jovem paulista Henrique Poppe Leão e seus irmãos José e Luís Poppe, que haviam pertencido ao Sport Club Internacional de São Paulo. O Internacional, no ano de 1909, era o campeão de São Paulo. Nascia assim, em Porto Alegre, um novo clube de futebol, com a responsabilidade também de se tornar, no futuro, um grande campeão.” (algo que foi seguido a risca!!!)

Neste livro é que aparece de forma mais detalhada a História Completa da fundação e de seus fundadores do SPORT CLUB INTERNACIONAL.

11) De acordo com uma publicação batizada de COLORADO do SPORT CLUB INTERNACIONAL, de 1989, edição comemorativa aos 80 anos do clube:

“Em busca de melhores oportunidades no ramo do comércio, chegam a Porto Alegre os irmãos Henrique, José e Luiz Poppe, vindos de São Paulo onde desenvolviam atividade esportiva no Club Internacional, Campeão Paulistano de Futebol. A paixão pelo esporte, levou-os a procurar um Clube onde pudessem continuar a prática do futebol. Todas as portas onde bateram, foram-lhes fechadas. Os clubes eram privativos de descendentes de povos estrangeiros.

Iniciava o mês de abril e a grande sensação no campo esportivo era a segunda visita que faria a Porto Alegre o Sport Club Rio Grande, o primeiro clube de futebol no Brasil. Por essa época um homem de mais ou menos 20 anos apresentou-se ao cronista esportivo Arquimedes Fortini, do Correio do Povo, dizendo que queria nacionalizar o futebol Porto-Alegrense, criando os ‘players crioulos’. Contou também que estava tratando de fundar um clube e que, se possível fosse, denominar-se-ia SPORT CLUB INTERNACIONAL. Dessa conversa resultou o convite, por parte do jovem Henrique Poppe, aos sócios de um club já existente, grêmio F.B. do qual Arquimedes Fortini era secretário, para participarem como fundadores da nova sociedade. O convite foi aceito: enrolaram-se as bandeiras do grêmio F.B., unindo-se os dois grupos a um único ideal: criar o clube de todos. (Aqui, para mim fica claro o primeiro caso de “vira-casaca”).

No dia 04 de abril, os três irmãos Poppe, juntamente com Antonio Coiro, João Leopoldo Seferin, Lagendre de Chagas Pereira, Breno Dornelles, Alfredo Waternick, Arquimedes Fortini, entre outros fundam o clube do povo. A reunião foi efetuada na Av. Redenção, 141. O nome ainda não havia sido aprovado, apenas a sua cor principal: ela seria vermelha como o sangue que corre por igual em todos. Oito dias depois, a 14 de abril (aqui um erro, pois em 14 de abril, haviam passados dez dias), o nome já era conhecido e aparece pela primeira vez na imprensa. Igualmente a primeira diretoria é empossada. O nome: SPORT CLUB INTERNACIONAL, uma homenagem ao clube de São Paulo que inspirara os jovens.
(…)
Seu primeiro adversário foi o grêmio, clube já organizado e praticante do esporte há um bom tempo. O resultado não poderia ter sido outro. A equipe do 2º distrito foi goleada por 10 a 0. Mas Vicente Pires, Horácio, Joaquim Carvalho, Alfredo Waternick, Juvenalino César, Luiz e José Poppe e seus companheiros não desanimaram. Sabiam que as derrotas iniciais eram inevitáveis, assim como tinham a certeza de que as vitórias chegariam (e vieram, mesmo!!). A semente estava lançada, o clube existia e era reconhecido. Quem desejasse dele participar era bem-vindo. A idéia inicial tinha vencido: este era um clube de todos para todos.

Este seria o Clube do Povo.

E esta é sua história!

12) No livro Histórias COLORADAS – Versão Mirim de Carlos Urbim, com ilustrações de Rodrigo Rosa, de 2005, aparece a versão sobre a Internazionale de Milão, dizendo o seguinte:

“O nome foi escolhido em homenagem à Inter, ou Internazionale, nome do clube de Milão, na Itália, de onde vieram os pais dos Poppe. As cores vermelho e branco vieram do bloco carnavalesco Venezianos, de Porto Alegre.”

13)  No livro Almanaque Esportivo do Rio Grande do Sul publicado em 1946 de autor Amaro Junior, na página 59 diz o seguinte:

“A Vida do E. C. Internacional”
Hexa-campeão de futebol de Pôrto Alegre e do Estado

Por ocasião da segunda excursão do E. C. Rio Grande a Pôrto Alegre, em 1909, os irmãos Poppe, – Henrique, José e Luiz – resolveram organizar um novo clube de futebol (a primeira visita do E. C. Rio Grande determinara a fundação do Grêmio Pôrto Alegrense e do F. C. Pôrto Alegre). Os irmãos Poppe, entretanto, jamais sonharam estar fundando o “clube do povo”. E é exatamente dêsse título que mais se orgulha o E. C. Internacional nesses tempos de agora, em que tanto se fala em democracia e igualdade de raças. Há muito que os colorados pertencem ao povo, embora tenhamos encontrado, em antigas publicações, referências a “seleção dos elementos” integrantes de seus quadros, e a afirmativa de que sua praça de esportes era frequentada apenas pela “melhor sociedade pôrtoalegrense”. A verdade é que logo após a fundação do Internacional, seus dirigentes compreenderam que o vermelho do emblema do clube atraía e solidificava em suas fileiras a “alma revolucionária das ruas”. E como clube do povo, o Internacional vive, há muitos anos, inteiramente no coração do povo.
O seu atual quadro social (3.400 sócios) está integrado por tôdas as camadas do povo – desde o burguês pacato até ao modesto artífice manual; desde o fazendeiro milionário até o humilde engraxate.
Logo nos primeiros dias de vida do clube, muitas pessoas se solidarizaram com os irmãos Poppe, entre êles, estavam os jovens Antonio Coiro, João Sefferin, Alcides Ortiz, Legendre das Chagas Pereira, Honório T. de Andrade e Antenor Lemos. Essa turma de rapazes com sangue novo, em seguida tratou de conseguir os elementos necessários para a prática perfeita do futebol, isto é, goleiras, bolas, apitos, etc. Os primeiros ensaios do E. C. Internacional (cuja denominação foi uma homenagem a outro Internacional então existente em São Paulo e, na época, uma das mais fortes agremiações esportivas do Brasil) foram efetuados num terreno baldio da Rua Arlindo, arrabalde da Azenha. Mais tarde o Internacional transferiu-se para a então denominada Chácara dos Eucaliptus, no mesmo bairro, onde permaneceu durante muitos anos. Com o correr do tempo, veio a mudança definitiva para o atual Estádio da Rua Silveiro, no Menino Deus.

almanaque esportivo

Fonte: Comunidade do Internacional no Orkut

60% dos Brasileiros não votariam num candidato ateu

Uma pesquisa da Veja, feita em parceria com a CNT/Sensus, revela que apenas 13% dos brasileiros votariam em um candidato ateu para o Palácio do Planato.

Pesquisa Veja

Você votaria num candidato negro para presidente da República: 84% disseram sim; 14% disseram depende da pessoa. Não 1%.

Você votaria numa mulher para presidente da República: 57% disseram sim; 29% disseram depende da pessoa; e 12% disseram não.

Você votaria num homossexual para presidente: 32% disseram sim; 32% disseram depende da pessoa; e 34% disseram não.

Você votaria num ateu para presidente: 13% disseram sim; 25% disseram depende da pessoa; e 59% disseram não.

* Fernanco Henrique Cardoso perdeu a eleição para prefeito em São Paulo em 1985 por ter se atrapalhado a responder uma pergunta sobre Deus – No dia seguinte, placas na cidade diziam “Cristão vota em Jânio”.

Infográfico

A poltrona 36

priscilla

 É impressionante a qualidade dos ônibus rodoviários fabricados no Brasil. Eles são desenvolvidos com a mais moderna tecnologia, para proporcionar aos passageiros o máximo espaço e conforto em viagens interestaduais.As maiores empresas de ônibus do mundo possuem esses exemplares brasileiros que lhes oferece economia, resistência e o menor custo operacional possível.
Atentos a essas vantagens, também os clubes de futebol adquiriram ônibus. O Grêmio até se orgulha disso. O Trovão Azul, adquirido na gestão do presidente Guerreiro, é um espetáculo e permite, em viagens longas, que os craques gremistas descansem depois de um dura partida de futebol.

Esse ônibus, orgulho do ex-presidente Flávio Obino, possui dois andares. A parte de baixo, é dedicada ao entretenimento. Lá existe um bar, televisão, som e mesas de jogos. Os rapazes mais alegres preferem o andar de baixo. No andar de cima, viajam àqueles que querem descansar, relaxar, dormir.

Tudo estaria correto não fosse a utilização, por alguns jogadores, do andar de baixo do Trovão Azul, para promoverem uma verdadeira orgia. Isso foi visto pelo ex vice-presidente de futebol, Hélio Dourado. A festa teria ocorrido na volta de Curitiba.

No andar de baixo foi realizada uma farra, enquanto integrantes da comissão técnica, dirigentes e a maioria dos atletas tentava descansar no andar de cima.
Esse comportamento se repetiu na vinda de Pelotas, depois do jogo contra a Ponte Preta.

Nessa noite, no andar de baixo, os rapazes alegres até dançaram a Éguinha Pocotó.

O dr. Hélio Dourado, um gremista de história no clube, se diz chocado com o que viu: “ Vi coisas que jamais pensei que veria. Esses cavalheiros, com graves problemas de comportamento, não podem vestir a camisa do Grêmio”, disse Dourado, um dos cardeais do clube.

O que teria visto Dourado para se dizer horrorizado com os fatos a ponto de fazer uma relatório apontando para Odone os indisciplinados do grupo?
Ao que se diz, não foi somente as farras ocorridas no andar de baixo do Trovão Azul, que deixaram o experiente dirigente indignado.

O pior teria ocorrido na poltrona 36.

O andar de cima do Trovão Azul possui dezenas de poltronas. A última, lá na parte traseira do ônibus é a poltrona de número 36. Não fosse se localizar praticamente em cima das rodas traseiras, a poltrona 36 seria igual as outras. Ela dispõe do mesmo conforto e até amacia os solavancos. Normalmente, os jogadores que querem descansar ficam bem distantes do fundo do ônibus. Lá, um mesmo grupo se aboleta no conforto das poltronas para jogar conversa fora. A conversa, quase sempre em tom mais alto, provoca gargalhadas homéricas. Quem quer silêncio, também não senta por lá.

Pois, foi na poltrona 36, no fundo do ônibus, que um dirigente teria visto uma cena que o teria escandalizado. Pelo menos era isso que se dizia na noite da posse de Paulo Odone, na presidência do Grêmio.

A bordo do Trovão Azul o time voltava de Curitiba. Um dirigente estava sentado nas poltronas localizadas na parte da frente do ônibus. Cansado, e sem conseguir conciliar o sono resolveu espichar as pernas. Ele se levanta e vai até o fundo do ônibus e vê uma cena que o deixou petrificado. Na poltrona 36, dois jogadores, desolados com a derrota ou alheios a ela, se consolavam.

Escandalosamente.

Quem viu, viu! Quem não viu, ouviu.

À boca pequena!!!

Fonte: Jornal do Comércio